sábado, 24 de janeiro de 2026

MOMENTO REFLEXIVO

 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MOMENTO REFLEXIVO



Publicação de Cicero Pereira de Sousa 

(Sócio titular do ICVC)

10/04/2026.


A PAZ PESSOAL E COLETIVA COMO PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO MUNDIAL 


Gloria in excelsis Deo et in Terra pax hominibus bonae voluntatis! (Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade).


Prestes a partir, Jesus exortou os seus discípulos a não temerem nem se perturbarem, mesmo diante de sua partida. “Deixo-vos a paz, eu vos dou a minha paz” (Jo, 14:27).


Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Irmã Dulce e Madre Tereza viveram aspectos diferentes da Paz. Aprendemos com cada um deles que o caminho da paz pode acabar com o sofrimento da opressão, não por meio da guerra contra o inimigo e sim reconhecendo as injustiças e permitindo que a solidariedade e a condição humana comum realizem o seu paciente trabalho. A guerra sufoca tudo isso. É preciso tentar apagar essa rotina e substitui-la por uma nova maneira de reagir, quando estamos com medo ou muito zangados, ou mesmo quando não estamos. O caminho da Paz precisa tornar-se um novo costume.


O ódio, a vingança e a maldade são sentimentos muito comuns quando entramos em estado de guerra contra os semelhantes. Se tivermos de vencer alguém, que seja pelo amor, pela resistência pacífica, pela não violência, como nos sugeriu Gandhi.

 

A indelicadeza não é a essência da natureza humana. Ela predomina e é inata. Mas, o mesmo podemos dizer do seu oposto, a gentileza. O caminho da paz é o amor em ação.


Donald Trump ameaça destruir em uma noite, a civilização persa (Iran), que tem mais de 3 mil anos de história. O Papa Leão XIV rebateu, chamando isso de “ameaças inaceitáveis”. O presidente americano é belicoso, o Papa é um pacificador.


E quem é, pois, um verdadeiro pacificador? Não é, em primeiro lugar, aquele que restabelece a paz entre pessoas ou grupos litigantes, mas sim aquele que estabelece e estabiliza a paz dentro de si mesmo. Aliás, ninguém pode ser verdadeiro pacificador de outros se não for pacificador de si mesmo. A pior das discórdias, a mais trágica das guerras é o conflito que o homem traz dentro de si mesmo. 


Por fim, como anda o nosso sentimento em relação ao ICVC? Nós cuidamos dele? Nós o valorizamos efetivamente? Nossa consciência está em paz em relação a ele? O ICVC é único. É a nossa “Academia de Letras”! 


Gosto do que diz Saint-Exupéry - “Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando as contempla...”



INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MOMENTO REFLEXIVO


Publicação de Augusto César de Barros

(Sócio titular do ICVC)

27/01/2026.


"Não se deixe levar pela zana nem se impaciente. Não permita que a inveja, a malícia, a idéia de vingança e o ressentimento encontrem lugar em sua mente. Essas emoções criam distúrbios no consciente e agem negativamente sobre seu corpo e seus tecidos, prejudicando a saúde. Cultive a paciência, a tolerância, o perdão e o amor para com todas as criaturas."


Publicação de Augusto César de Barros

(Sócio titular do ICVC)

18/01/2026.


"Não se deixe derrotar em situação alguma. A derrota depende de nós, tanto quanto a vitória. Entretanto, a pior derrota é a de quem desanima. Perder, nem sempre é ser derrotado. Mas o desânimo estraga totalmente a vida. Não desanime jamais. Siga à frente corajosa-mente, porque a vitória sorri somente àqueles que não param no meio da estrada.."


Publicação de Augusto César de Barros

(Sócio titular do ICVC)

16/01/2026.


"O mal não merece comentários, pois só traz resultados desagradáveis. Qualquer palavra produz vibrações, que atraem as vibrações semelhantes. Portanto, o comentário sobre o mal atrai vibrações pesadas e nocivas. Fale apenas a respeito de coisas belas e boas, comente o bem e as ações nobres, e permanecerá envolvido por uma onda de paz, de alegria, de bem-estar."


Publicação de Augusto César de Barros

(Sócio titular do ICVC)

14/01/2026.


" Já pensou em agradecer a Deus pelo ar que respira, desde que nasceu, sem que jamais lhe tenha faltado? O ar está sempre à sua disposição, de graça. Agradeça ao Pai também a água que o dessedenta, o sol que ilumina seu dia, dando-lhe oportunidade de trabalhar, a noite que lhe proporciona o repouso, a saúde, a alegria, os amigos... O agradecimento é uma obrigação que não devemos jamais esquecer."


Publicação de Augusto César de Barros

(Sócio titular do ICVC)

04/01/2026.


"Lembre-se de que o amor ao próximo é o segredo de nossa felicidade. Não fale mal de ninguém, não tenha raiva, não cultive ódios em seu coração. A irritação e o ódio são venenos que atacam o fígado e descontrolam o sistema nervoso. Aprenda a relevar e esquecer, para ter seu coração em paz e não sofrer em sua saúde. A serenidade é o segredo das vidas longas e felizes".


Publicação de Augusto César de Barros

(Sócio titular do ICVC)

02/01/2026.


"Evite o luxo supérfluo. Tudo o que sobrecarrega o ambiente atrapalha a vida. Seja sóbrio e natural. O artificialismo distorce e causa fadigas inúteis. A sobriedade repousa o espírito e o corpo. Seja sóbrio e natural em tudo, desde a sua pessoa, até o mobiliário de sua casa. Quem pouco tem é que procura mostrar mais do que possui.".



INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MOMENTO REFLEXIVO



Publicação de Cicero Pereira de Sousa 

(Sócio titular do ICVC)

13/01/2026.


ÀS LETRAS, ESCRITOR, POR GENTILEZA!


Há uma lenda, segundo a qual, São Francisco pediu a uma amendoeira: “Irmã, por gentileza, fala-me de Deus”, e a amendoeira floresceu. Se o Santo de Assis houvesse pedido o mesmo ao rouxinol, ele teria cantado; se se dirigisse às rosas com a mesma apelação, elas simplesmente teriam perfumado. É desta forma que a natureza se expressa sobre o Criador. E, finalmente, se o mesmo Francisco pedisse à alma do poeta que, por gentileza, também ele falasse de Deus, o vate floresceria com um belo poema sobre o Amor. Cada manhã na Terra é uma página em branco de que dispomos no livro da vida.


Dom Helder Câmara, ex-Arcebispo emérito de Olinda e Recife, costumava recomendar: “tudo o que você fizer, faça com alma. Seja a ponta de um lápis ou conduzir uma astronave pelo espaço.”


Os grandes poetas também viram no Amor e na percepção da unidade entre todos os seres a essência de nossas vidas e nossa maior vitória. Dante, na Divina Comédia, por exemplo, depois de percorrer o Inferno e o Purgatório, e depois de assistir à degradação e à infelicidade humanas em todas as suas formas, ascende ao céu e, no final de sua jornada, no centro da rosa mística, vê “uma beleza sorridente” – trata-se da Madonna, o arquétipo da feminilidade. Segundo alguns intérpretes, toda a Divina Comédia é uma viagem de descoberta, a reunião do homem com sua parte feminina, sua alma perdida (em que alma significa coração), com a capacidade de sentir e amar.


“Vós sois a luz do mundo. Ninguém acende uma candeia para coloca-la debaixo de um alqueire, mas no lugar mais elevado da casa, de onde possa ser vista por todos.” Cada livro publicado por algum de nós é mais uma candeia acesa na escuridão da ignorância humana.


O Dalai Lama escreveu: “se no início e no fim de nossas vidas dependemos da gentileza dos outros, por que então no meio, quando temos a oportunidade, não deveríamos ser gentis com eles também?” A melhor forma de ser gentil, para um escritor, é produzindo algo que possa deleitar a alma humana. É semeando páginas escritas que deem frutos cento por um na imaginação de cada leitor.


Publicação de Cicero Pereira de Sousa

(Sócio titular do ICVC)

08/04/2025


A IMPORTÂNCIA DA LEITURA


Como já dizia Monteiro Lobato: “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê.”


Muita gente diz que não gosta de ler, e há outros tantos aficionados em livros. Mas em uma coisa todos devemos concordar que os benefícios em cultivar o hábito da leitura; são inúmeros


O hábito da leitura vem sendo deixado de lado devido ao aumento da tecnologia. As pesquisas que antes eram feitas em livros e enciclopédias passaram a ser realizadas pela internet, dificultando o interesse em ler.


Na pequena biblioteca do meu pai, encontrei um livro sobre a história do Imperador Carlos Magno e os Doze Pares de França. Foi minha primeira leitura. Desde então, passei a ter vontade de conhecer aquele país europeu e sua linda história. Segundo Luís da Câmara Cascudo, esse foi um dos livros mais populares no Brasil durante o século XIX e início do século XX. No formato de cordel, era lido em voz alta em praça pública, de modo que “nenhum sertanejo ignorava as façanhas dos Pares de França ou a imponência do Imperador Carlos Magno.


Quem lê tem a possibilidade de viajar para inúmeros lugares, viver em mundos diferentes e participar de experiências que vão além do mundo real, mas que dialogam com a realidade, permitindo aprendizados e reflexões mais profundas.


Já no Seminário Jesuíta, tive que ler e estudar a Eneida, de Publius Vergilius Maro (Roma, 70 a.C. - 19 a.C.), no idioma original: “Arma virumque cano, qui Troiae primus ab oris Italiam. ” poema épico escrito no século I a.C. sobre as origens de Roma, que inspira Luís de Camões em Os Lusíadas: “As armas e os barões assinalados, que da ocidental praia lusitana, por mares nunca dantes navegados, passaram ainda além da Taprobana...” (Luís de Camões, Lisboa, 1524-1579).


O grande José de Alencar (Messejana, 1829-1877) produz Iracema, emprestando ao início desse lindo romance um pouco de Vergilius e de Camões: “Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba...”



INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MOMENTO REFLEXIVO



Publicação de Diercélia Maria de Almeida Costa Lima 

(Sócia titular do ICVC)

29/01/2026.


Conciliar o vislumbre  é  aconselhar a alma  e o coração  e através  da oração  falar  com

Deus  sobre  a devoção  e a fé.


Publicação de Diercélia Maria de Almeida Costa Lima 

(Sócia titular do ICVC)

23/01/2026.


OTACILIO ALMEIDA, MEU PAI!


Seu Otacílio Almeida, meu pai, movia montanhas  para  organizar  uma programação  esmerada, selecionava os filme  para  que a moçada  pudessem  assistir. Sissi foi um encanto, por isso eu digo, NA SAUDADE  MORA  A ESESPERANÇA.


Maravilha  grande amizade de todos  e me sinto  gratificada  com as lembrança  que são  nossas  pois embora  muito jovens  podíamos  fantasiar nossos sonhos... esse é  o show  da vida que nos surpreende...É  o embalar das mensagens  que nossos  pais  amigos...enfim  todos  que compartilham grandes e felizes histórias.


Agradeço  a todos  que  estão  compartilhando  das viagens  cinematográfica, dos  bons  filmes, histórias  de Juazeiro. Assim  é  o viver com  alegria  e sobretudo  com uma peculiar  afagos  de cultura.  


As coisas  simples  são  eternas. Não podíamos  assistir  as primeiras  apresentações, mas fomos  nascendo crescendo  e o valor  do cinema permanece intacto  com a lacra  de um selo. Olhe s prêmios show  de Bola, como dizia nosso Otacilio Almeida, a Paixão  de Cristo! Assim que as histórias  são eternas.


Lembramos que foi o pai da Diercélia  que trouxe o filme Sissi e passou nos anos 60 nos cinemas de Juazeiro” (Merandolina Barros). 


A você  Merandolina  o nosso abraço  afetuoso sensível  e fraterno...minha linda  minha gratidão....é a todos  os meus  desejos  de harmonia  e êxito  em seus  projetos...bjus no coração... ” (Diercelia Almeida).


Ótima lembrança Merandolina e Diercelia. Deve ter sido entre 1956 e 1959. Mas não foi somente um filme - Sissi. Foram também dois outros já nos anos 60: Sissi, Imperatriz e Sissi e seu Destino. Quem tiver acesso ao youtube vai assistir aos 3 filmes. Confirmei. O filme é de 1956 e passou aqui 2 ou 3 anos depois. Portanto 58 ou 59.” (Renato Casimiro). 


Lembro muito bem! Esses filmes historiam sobre a família imperial da Áustria. Os palácios e as valsas de Viena…Assisti aos três em um dos cinemas da rua Santa Luzia! ” (Cicero Pereira). 



OTACILIO ALMEIDA, UM CRIADOR  DE CINEMA..

O meu documentário  está  em andamento...Otacílio  Almeida  UM CRIADOR  DE CINEMA. 



Minha singela  mensagem  de amor  e carinho  ao meu Otacílio  Almeida de Menezes. 





Para vocês meninos com respeito  ao trabalho  comprometido  com uma  Cidade  tão  bem  criada, Juazeiro  do Norte. O nosso  trabalho  para  nos comprometer  com a singela  sentença do Pe Cícero.... nosso amigo!!!


 
Parabéns  Diercélia ,minha estimada  colega no Curso  Primário  e Ginasial. Resgatar  o trabalho  do seu pai  é muito importante para nossa amada Juazeiro. Forte abraço! 
(Solange Cruz, 23/01/2025).



Tela  sobre  Juazeiro Antigo, baseada  nas informações  de nossa tão singela amiga Dona Assunção Gonçalves, assim  me lembro  ao se referir me passando  a missãoFaça Dier, dê voz a produção .  As coisas  simples  são  eternas  só  se vê  bem com o ...coração.


Essa é  uma tela  de Juazeiro  Antigo  pintei  recente  para expor baseada  nas informações  de dona Assunção. Incentivo acolhedor  da emoção  que  invade o sentimento  e conduz ao  bom senso  da razão.


Desculpem a minha  exposição  das minhas  considerações  sobre  as datas  que marcaram a nossa  simples  história...que pontuam a o perfil  de historiador  de um juazeirense, seu seu Otacílio Almeida.


É nossa simples contribuição  para com a história  de Juazeiro, cidade que sensibilizou o nosso, seu Otacílio Almeida, que trabalhou realçando com seu trabalho para assim, cumprir a sua tarefa de cidadania  e carinho  para com sua terra.


Parabéns querida amiga. Seu pai engrandeceu muito nossa querida Juazeiro” (Arnaldo Alencar, 27/01/2026).


Muito  agradeço  por  toda atenção  e apoio carinhoso  ao trabalho  de se Otacílio Almeida...abraços! ” (Diercelia Almeida).


Publicação de Diercélia Maria de Almeida Costa Lima 

(Sócia titular do ICVC)

21/01/2026.


HOMENAGEM A JOÃO BARBOSA


Como não lembrar do amigo estimado, tão próximo de nossa convivência? Assim podemos reverenciar o senhor João Barbosa.


Nas conversas na sala, ainda não podíamos nos aproximar plenamente para participar ou interagir. Apenas observávamos aquele senhor, amigo de todos nós. O aperto de mão era privilégio de papai, seu Otacílio Almeida, e de minha mãe. Com o passar do tempo, porém, ele, sempre distinto, já me acenava com um “até logo”.


Não esqueci. Juazeiro do Norte é, de fato, um celeiro de saberes.


Muito grata ao presidente Hugo Rodrigues por acolher e valorizar nossa contribuição, enquanto seguimos nossa caminhada, respeitando os momentos de intercâmbio de ideias e notícias, expressando, ainda que com simplicidade, o nosso pensamento.


Publicação de Diercélia Maria de Almeida Costa Lima 

(Sócia titular do ICVC)

17/01/2026.


NOSSA SENHORA DAS MONTANHAS, ROGAI POR NÓS!


Linda  e ladeada  por nuvens  até  me lembro  do gosto  do algodão  doce...era assim  que  seu OA  digo  seu Otacílio...é  meu pai  querido  e nunca esqueci do ... Amei e o Amém  vem  com  Fé  e Amor. 

                                               


Toda fé  pode ser demonstrada quando as lágrimas sinceras escorregam no rosto, mas é  no coração  que eu guardo a minha devoção e a envolvo na alma como uma forma de agradecer  por todas as infinitas vezes  que Ela me atendeu.


Com Deus  me deito com Deus  me levanto nas Graças  de Deus e do Divino Espírito Santo.!!!


Registro: Professor Hugo Rodrigues.


Publicação de Diercélia Maria de Almeida Costa Lima 

(Sócia titular do ICVC)

16/01/2026.


O lugar  marcado  é  de uma estrela  que ao  anoitecer  brilha não  ofuscando o brilho  das que ao se achegar aos  seus raios  mais com forte luz  incendeia  o clarão  do luar... assim  sempre  vejo o seu  olhar  que  pairando  ao seu redor  tem o mistério  da  imensidão, suave e complacente a observar.


INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MOMENTO REFLEXIVO



Publicação de  Maria Iris Tavares Farias

(Sócia titular do ICVC)

23/01/2026.


A QUE CUSTO E QUANTO CUSTA  A  AUDIÊNCIA DO BBB?



Tem um ditado que diz, “quanto mais a gente reza mais assombração aparece”. Penso que esse juízo pode ser aplicado na expectativa real das mulheres que se deparam cotidianamente com as violências. São assombramentos que remontam a história ocidental, palco central da rebelião das mulheres contra sua condição, que lutaram por liberdade e muitas vezes pagaram com suas próprias vidas. A Inquisição da Igreja Católica foi inflexível com qualquer mulher que protestasse os princípios por ela pregados como dogmas insofismáveis. Desde a Antiguidade ao mundo contemporâneo as mulheres são alvos de todo tipo de exploração. O patriarcado e o capitalismo se uniram num preito impiedoso ao longo dos séculos.


Então, como é que o Big Brother Brasil entra nessa história? Com mais de duas décadas de instalação, a Casa BBB está na sua 26° edição, e, tem piorado muito desde o seu lançamento em 2002. A premiação em dinheiro é a maior motivação para os participantes que se sujeitam aos comandos e ao regramento impostos pela direção do espetáculo e/ou do “reality show”, todavia é ali que tudo pode acontecer, onde a individualidade de cada participante é negociada e serve de barganha no tabuleiro do desejo e dos interesses dos detentores do capital que patrocina e determina os conteúdos que vão lhes render mais negócios, vendas e lucro. A ética, o respeito e a dignidade são ideias lembrados nas narrativas de alguns interlocutores, afinal o “reality” é exibido em horário nobre e adentra os lares de milhares de famílias. É com essa amplitude que o assédio televisionado convive no seio da sociedade brasileira, que anestesiada espera as cenas do próximo episódio.


Não estamos diante de um programa educativo, nem do trabalho humano que possa atuar com inteligência mediante as experiências vivenciadas no coletivo. Trata-se de um experimento solitário e de forte incentivo a disputa. É violento, principalmente para as mulheres. O assédio cometido pelo projeto de macho que Pedro Henrique Espindola representa é sem duvida a perpetuação de práticas e comportamentos que servem para subjugar e expor as mulheres. É a retroalimentação de um modelo de sociedade, cuja desigualdade de gênero tem como base a disparidade de direitos, a superioridade dos homens no tratamento com as mulheres (e outros gêneros) numa sociedade, pautada em preconceitos e papéis sociais, e não nos aspectos biológicos. O homem em posição de privilégio e a mulher em inferioridade, afetando seu desenvolvimento em áreas como trabalho, educação, política e engendrando violência. 


É imperdoável que a Globo e demais emissoras de comunicação estejam rendidas aos seus conteúdos que expõem e forjam mais ambientes de exploração e violência contra as mulheres. Não importa o tipo de violência, porque qualquer uma delas pode custar a vida de uma mulher. É inaceitável que os interesses capitais se sobreponham aos cuidados com as pessoas participantes desse show de horrores adotado pelos meios de comunicação. 


Fonte: Jornal Leia Sempre Brasil,  pág. 14. 

(23.01.2026  a  29.01.2026).



INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MOMENTO REFLEXIVO



Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

01/03/2026.


SUPERAÇÃO


Uma mente revigorada, desvicilhada, aprende a viver guardada pela paz.

 É a paz que vem de Deus, não se trata da paz, que tudo precisa está resolvido, não, não essa, nós precisamos da paz   que nos protege por dentro, que nos acalma.

Essa  paz  nos faz enxergar, que algumas portas não tenham sido abertas e que é possivel serem abertas.

Precisamos da paz para afastar a  ansiedade.

Precisamos da paz para amar. 



Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

 22/02/2026.

Saudades de:

Eleutério Tavares de Lira (meu pai). 


111 anos de nascimento.




 Eleutério Tavares de Lira


Filho de Severino Tavares de Lira e Joaquina Maria da Conceição, nasceu no dia 20 de fevereiro de 1915.


Um Cidadão, carregava marcas diversas que dignificam o homem. O trabalho, a fé, responsabilidade e a sinceridade, sempre estiveram em seu dia a dia, como nutrientes do seu emocional que vivenciou fatos inesquecíveis, na experiência dos massacres no Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, quando teve que enterrar o corpo dividido da cabeça, de seu pai, Severino Tavares de Lira na terrível Chacina, ocorrida no Caldeirão, no dia 10 de maio de de 1937.


Após a chacina foi injustamente preso. A perseguição dos seguidores do beato demorou, queriam caçar um a um, dos que resistiram ao massacre.


A história do Caldeirão da Santa Cruz, precisa ecoar, precisa ser falada evidenciando a indigesta conduta de determinados representantes dos poderes constituídos, incluindo com destaque  diocese do Crato,  e o Governo Getúlio Vargas.


Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

Sexta-feira de Carnaval - 13/02/2026.



MEMÓRIAS DE CARNAVAL: 

Juazeiro do Norte


O primeiro carnaval realizado em Juazeiro do Norte foi em 1925.


Blocos, baile e desfile de carros


A iniciativa foi de Floro Bartolomeu, que, na época, era Deputado Federal. Ele trouxe todas as fantasias do Rio de Janeiro, conforme registros memorialistas. As fantasias já estavam designadas para os blocos que seriam formados e, assim, percorreriam as ruas da cidade.


Foram organizados três blocos:
Bloco das Bananas, liderado por Albertina Brasileiro;
Bloco das Mexicanas, sob a responsabilidade de Ivone, Bellkis e Ayta Suliano de Albuquerque; e o Bloco dos Cavadores, sob a coordenação de Walmique Gomes.


Na noite do dia 25, houve um grande baile de máscaras para as famílias, na residência de Floro Bartolomeu.


Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

12/02/2026.


 José Lourenço, o beato perseguido


APOLOGIA a uma das maiores lideranças comunitária da 

história do Ceará.


Primeira produção da autora


Com base nos pilares do desenvolvimento humano - fraternidade, liberdade, solidariedade e igualdade, José Lourenço, o Beato da Santa Cruz do Deserto, fez história em três comunidades: Sítio Baixa Dantas, Caldeirão da Santa Cruz e Fazenda União.


Um legado sociológico, no qual reuniu aconselhamento, atenção, informação, trabalho e união.


Imerso na fé em Deus Pai Eterno e na Mãe das Dores, fiel e obediente aos conselhos do Pe. Cícero, enfrentou preconceito, calúnia e perseguição - e a todas sobreviveu.  


Seu legado abre janelas para a construção de uma comunidade diferenciada, onde prevaleçam o respeito e a dignidade humana.


Revisitando a história do Caldeirão, encontramos no livro do escritor Tarcísio Marcos Alves (1940  a 2016) Livro: A Santa Cruz do Deserto: A comunidade igualitária do  Caldeirão.

Fonte - Suplemento Cultural.  Estado do Pernambuco. Ano  XII, outubro / novembro 1997.


" A EDUCAÇÃO NA SUA COMUNIDADE ERA UMA GRANDE PREOCUPAÇÃO DO BEATO JOSÉ LOURENÇO."




Imagens da chegada do corpo do beato Zé Loureço e velório



Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

29/01/2026.


CALDEIRÃO, O SONHO DE MUITOS


100 anos da chegada do beato Zé Lourenço, Severino Tavares e outros... Ao Caldeirão.


Primeira produção da autora


Sítio Caldeirão, município do Crato, dentro da caatinga, na encosta da Serra do Araripe. Área de 880 hectares. Chamado Caldeirão devido à grande quantidade de caldeirões de pedra, que conservava água no período seco


Antes, o Caldeirão era conhecido como Conceição da Serra. Depois, Caldeirão dos Jesuítas, que ali chegaram fugidos das perseguições do Marquês de Pombal. Alojaram-se à sombra de uma grande baraúna, e os dois irmãos padres ali morreram de fome.


Antes do beato chegar ao Caldeirão, alí morava o Sr. Zacarias, que ao saber da chegada do beato, ficou insatisfeito e se retirou para Monte Alverne, um sítio próximo. A localidade não  tinha benfeitura nenhuma, não havia estrada e o acesso muito difícil.  


O beato ali chegou com as pessoas que o acompanhavam no sítio Baixa-d’Antas, e com ele também estavam Severino Tavares e sua família, obedecendo às orientações do Pe. Cícero, seu grande amigo. Meu pai, Eleutério Tavares, tinha onze anos. À medida que as pessoas iam acompanhando o beato, seguiam com suas foices, abrindo caminhos.


Imagem de Sto. Inácio de Loiola.
Interior do túmulo do Beato Zé Lourenço no 
Cemitério do Socorro, Juazeiro do Norte/Ceará


Primeiro de janeiro de 1926.

Antes de o beato chegar ao Caldeirão, o Pe. Cícero disse a ele:

“Zé Lourenço, eu tenho muita terra no Cariri e tenho terra no Caldeirão. Esse lugar é onde moravam dois jesuítas que ali morreram. Ali tinha um pé de baraúna, e Zacarias o cortou sem minha permissão; eu não gostei. Você vai para lá e, ao chegar, bote uma cruz e depois construa a igreja. O padroeiro é Santo Inácio de Loiola, criador da ordem jesuíta.”

(Depoimento de João Silva, em 11 de novembro de 1991, e de Eleutério Tavares.)


Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

22/01/2026.

Memória


No vigésimo segundo dia do mês de janeiro do ano de 1946, agravou-se a enfermidade da qual foi vítima José Lourenço, o beato perseguido.



Já estava anoitecendo quando, na Fazenda União, chegava o médico Dr. Mozart Alencar para consultar seu amigo.


A infecção aumentava, traduzida pela febre incontida. Sabendo do que se tratava, Dr. Mozart, precavido, já conduzia a medicação injetável, que aplicou de imediato. Orientou fazer compressas mornas e ali pernoitou, juntamente com Januário Gonzaga (pai de Luiz Gonzaga), acompanhando o quadro em que se encontrava o beato.


O beato só conseguiu dormir quando o dia foi raiando. Dores por todo o corpo e a insistente febre levaram-no a passar a noite em claro.


“Com o remédio, as dores foram passando e ele dormiu até o meio-dia.”
Moisés Alves.


A cada dia, Zé Lourenço se debilitava.


Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

17/01/2026.


Beata Maria de Araújo 




  

"Viva, sofreu bastante, pois fora torturada, inclusa na "Casa de Caridade" do Crato e depois de morta, mais ainda, porquanto a devoção à sua pessoa foi interdita, suas relíquias foram queimadas e seus devotos ameaçados de excomunhão." Da produção do Prof. Raimundo Araújo, Maria de Araújo, ANTOLOGIA.

                                                       



Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

16/01/2026.

Memória Histórica


A ordem do tempo, quando não compreendida, leva nossa memória histórica; o tempo não tem estação.



Igreja de Santo Inácio de Loiola e o cruzeiro (em Crato - Ceará), onde foram enterrados dois missionários jesuítas, irmãos Jessé e Josué. Estavam em missão catequética pelo Nordeste (do Brasil), com fome e sede, não resistiram.


O Pe. Cícero Romão Batista ordenou ao Beato José Lourenço que, naquele local, deveria ser construída a igreja, e o padroeiro seria Santo Inácio de Loiola, pois tinha grande admiração pela missão que os jesuítas desenvolviam.


Ao pé do cruzeiro, uma das mulheres (Maria Vieira), sendo perseguida por um dos soldados, preferiu tomar banho com querosene e atear fogo em seu corpo, para não se entregar. Maria Vieira foi considerada louca pelos representantes da Diocese do Crato.


JUAZEIRO DO NORTE, UMA NAÇÃO ROMEIRA:  

O QUE FAZ A DIFERENÇA?


Publicação de Maria Loureto de Lima

(Sócia titular do ICVC)

03/02/2023.

 

No interior do Estado do Ceará, no longínquo vilarejo nas terras do Cariri, ano de 1898, no dia 07 de julho, nascia o fenômeno das Romarias, no chão marcado pela bravura, trabalho e fé. O Monsenhor Monteiro, reitor do Seminário São José, do município do Crato, iluminado pelo divino, ultrapassou as ordens do eclesiástico poder do Bispo da Diocese Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, que não aceitava a liderança do Padre Cicero, e realizou a primeira romaria em Juazeiro do Norte.


A morte do Padre Cícero consolidou as romarias e o tempo reunindo a sabedoria imperícia do povo, foi criando identidade pra cada romaria e assim Juazeiro se transformou em grande centro de romarias conhecido mundialmente.


Bem definidas as romarias, o curso do tempo, abre anualmente esse acontecimento histórico sociorreligioso, com a FESTA DAS CANDEIAS. Não depende de Poder Público, nem de outros poderes constituídos, dependem de Deus, que declinou a luz espiritual e a sabedoria a um homem que foi tocado pela inteligência de conduzir multidões, quer na religião, na política social, quer na labuta com a terra, sob um clima na maioria dos tempos, dominado pelo sol latente. A diferença é a oração é o trabalho que faziam parte do DNA do padre e que ele soube disseminar. 


Mesmo sem os devidos cuidados do Poder Público, lamentavelmente hoje, considerada pelos próprios romeiros como cidade suja, deformada pelo lixo e lixões, lama e mato ela cresce, porque o poder de avanço que Juazeiro tem, é destinado por uma semente bem plantada, na fé e na verdade.


Salve nossas origens!

Salve a verdade radiada pelo Padre Cícero, que hoje a Igreja reconhece.



Fonte: Jornal Leia Sempre Brasil,  pág. 7. (03/02/2023).