quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ICVC: RETROSPECTIVA GERAL (Publicações sendo atualizadas).


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

15 de Dezembro de 2025


PERSONALIDADES DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC) 

SÃO HOMENAGEADAS COM A 

"MEDALHA JORNALISTA JOÃO BRÍGIDO”

                                                      Imagem/Fonte: Jornal Gazeta de Notícias - 15/12/2025.

O Jornal Gazeta de Notícias destacou, em reportagem especial publicada em 15 de dezembro de 2025, a solenidade de entrega da “Medalha Jornalista João Brígido”, promovida pela Fundação Frei Carlos em parceria com o próprio jornal. A cerimônia ocorreu no Auditório do Geopark Araripe, no dia 21 de novembro de 2025, e homenageou 16 personalidades do Cariri reconhecidas por sua atuação humanitária e exemplar compromisso com a cidadania.


A maioria dos agraciados possui forte vínculo com o Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), incluindo patrono, sócio benemérito, titulares e correspondentes da instituição. Foram homenageados: Carmelina Feitosa (Madre Feitosa, in memoriam), Eloi Teles de Morais (in memoriam), José Roberto Celestino,  Antônio Renato Soares de Casimiro, Manoel Patrício de Aquino (in memoriam), Antônio Vicelmo do Nascimento, Francisco Alberto Bezerra, Francisco Heron Aquino (in memoriam), Francisco José Pierre, Napoleão Tavares Neves (in memoriam), Francisco Huberto Esmeraldo Cabral, Jackson de Oliveira Bantim, Geraldo Meneses Barbosa (in memoriam), João Lindemberg de Aquino (in memoriam), Manoel Magalhães Neto e Valter Pinheiro Leite, entre escritores, jornalistas, memorialistas, empresários, comunicadores, cineastas e ativistas culturais que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento cultural, social e histórico da região.


Entre os homenageados, destaca-se o Prof. Antônio Renato de Soares de Casimiro, (Secretário do ICVC), memorialista da trajetória do Padre Cícero Romão Batista e da cidade de Juazeiro do Norte. ocupante da Cadeira 16, exerceu a Presidência do ICVC por três mandatos e atualmente atua como 1º Secretário, constituindo-se referência na instituição, zelando por sua história e memória.  


O ICVC manifesta reconhecimento à iniciativa da Fundação Frei Carlos e do Jornal Gazeta de Notícias, ressaltando a importância da homenagem como valorização daqueles que ajudaram a construir a memória e a identidade do Cariri, tanto em vida quanto in memoriam.


Juazeiro do Norte/Ceará, 15 de dezembro de 2025.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

25 de Novembro de 2025


O INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

É CONVIDADO PARA FAZER PARTE DA 

"COMISSÃO DA MEMÓRIA POLÍTICA EM BARBALHA"



No dia 25 de novembro de 2025, o Instituto Cultural doVale Caririense (ICVC), foi representado na Solenidade de implantação da "Comissão da Memória Política de Barbalha" na Câmara Municipal de Barbalha/Ceará, pela a 1ª Vice-Presidente: Professora Célia de Jesus Silva Magalhães. A Câmara atualmente é presidida pelo vereador Dorivan Amaro dos Santos (Ex-Secretário de Cultura do município).






Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2025–2026)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

31 de Dezembro de 2024


Mensagem do Presidente e da 1ª Vice-Presidente, do ICVC

Profº Hugo Rodrigues (Presidente do ICVC)

Profª Célia Magalhães (1ª Vice-Presidente do ICVC)


Que 2025 seja um ano de paz, amor, solidariedade e harmonia entre todos. Que o Ano Novo chegue carregado de esperança e nos conduza por uma trajetória de realizações.

Fazer parte do ICVC nos enche de orgulho, e queremos compartilhar com todos vocês o sonho de construirmos uma gestão coletiva, participativa e realizável. Sigamos construindo uma nova história!

Juntos e juntas, somos mais fortes!

Atenciosamente,


Profº Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC


Profª Célia de Jesus Silva Magalhães

1ª VICE-PRESIDENTE DO ICVC


Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2025–2026)





A Beata Maria de Araújo foi perseverante, ela não foi somente a “espada forte” do Padre Cícero. Ela foi, e continua sendo, a “espada forte” de todos os romeiros e juazeirenses que enfrentaram e venceram todas as adversidades para construir Juazeiro do Norte e hoje ser essa grande cidade.

HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

10 de outubro de 2023


Reconhecimento Nacional de Padre Cícero Romão Batista


Entre os acontecimentos de maior relevância para a memória histórica, cultural e religiosa do Cariri, destaca-se a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de lei que inscreveu o nome de Padre Cícero Romão Batista no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, sendo posteriormente sancionada pela Presidência da República por meio da Lei nº 14.693, de 10 de outubro de 2023.


Com essa homenagem, Padre Cícero passou a integrar o seleto grupo de personalidades que tiveram contribuição reconhecida para a formação histórica, social e cultural do Brasil, tendo seu nome registrado no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.


Nascido no Crato em 1844 e radicado em Juazeiro, Padre Cícero exerceu profunda influência religiosa, social e política no Nordeste brasileiro. Sua atuação foi decisiva para o desenvolvimento de Juazeiro do Norte, transformando o antigo povoado em um dos mais importantes centros urbanos e de peregrinação do país. Milhões de romeiros continuam a visitar anualmente a terra do Padim Ciço, testemunhando a permanência de seu legado espiritual e cultural.


Para o Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), entidade comprometida com a preservação da memória regional, a inscrição de Padre Cícero no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria representa um marco histórico de reconhecimento nacional da importância do Cariri e de uma das personalidades mais significativas da história brasileira. Tal conquista fortalece os esforços de pesquisadores, memorialistas e instituições culturais que, ao longo de décadas, contribuíram para a valorização e difusão da obra e do legado do fundador espiritual de Juazeiro do Norte.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

22 de setembro de 2023

ANIVERSARIO DO ICVC




Que maravilha poder sentir a graça do serviço em nossos atos, na instituição que tanto amamos e que tanto nos aproxima na preservação e cultivo de nossa história abraços para todos vocês 🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙏 e VIVA O NOSSO SODALÍCIO O NOSSO AMADO ICVC ❤️👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 (Depoimento de Antônio Santos).

O aniversariante de hoje, quem é ?
Imaginem.
Nosso querido ICVC.
A reflexão de hoje é a seguinte:
O que o ICVC representa para você?
O que você tem feito por ele?
O que você tem recebido do ICVC,?
Respondendo por mim, assim eu digo.
O ICVC faz em minha vida o papel de religião.
Onde encontro a presença de Deus em todos vocês.
Tenho recebido amizade de amigos que aprendi a amar.
Tem me oportunizado conhecer mais amigos.
O que faço por ele é dedicação e amor, refletido nas pequenas ações.
(Rosário Lustosa).


O ICVC sou EU
É VOCÊ e somos NÓS 
É pura ARTE, é CULTURA 
Porque não estamos SÓS
É a beleza que emana
Que não foge, nem engana
Também é a nossa VOZ!
Parabéns ao ICVC e para nós que o compomos...
(Agliberto Bezerra).

xxx

Fotos feitas a partir do vídeo ao vivo produzido pelo grande culturalista e nosso confrade Edilson Botelho, a quem peço permissão para postar as fotos aqui.
Abraço a todos!
Francisco Adriano (Araripe). 

HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

10 de setembro de 2023


Evento Cultural promovido por Renato Dantas

Local: Residência do prof. Renato Dantas (Sócio titular do ICVC)
Horário: 16h.
Endereço: Rua Odilon Gomes, nº 912, Bairro: Tiradentes.
Juazeiro do Norte - CE.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

10 de agosto de 2023


Preparação das Comemorações dos 49 Anos do ICVC


Durante a gestão da Presidente Maria do Rosário Lustosa da Cruz, foi realizada reunião administrativa com o objetivo de planejar as comemorações alusivas aos 49 anos de fundação do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC). O encontro ocorreu na residência da presidente, situada na Rua São Cândido, nº 477, reunindo associados comprometidos com a organização da programação comemorativa.


A pauta principal tratou da definição das atividades festivas e institucionais destinadas a celebrar mais um aniversário da entidade, ocasião considerada de grande relevância por anteceder as comemorações do Cinquentenário do Instituto. Durante a reunião, foi elaborada a programação oficial do evento, ficando definido que as festividades aconteceriam no dia 22 de setembro, nas dependências do Colégio Objetivo, espaço gentilmente disponibilizado pelo professor Marcondes Landim.


A iniciativa evidenciou o espírito de colaboração entre os associados e parceiros do Instituto, reafirmando o compromisso da diretoria com a valorização da história do ICVC, o fortalecimento da convivência entre seus membros e a preservação da memória cultural do Cariri.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

07 de julho de 2023


Registro Histórico – Confraternização Junina do ICVC


Em 07 de julho de 2023, o Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC) promoveu sua tradicional confraternização junina, realizada no Sítio Pedrinhas, em Juazeiro do Norte. O encontro reuniu associados, familiares e amigos da instituição em uma noite marcada pela convivência fraterna, pelo fortalecimento dos laços de amizade e pela valorização das tradições culturais nordestinas.

O evento foi organizado de forma colaborativa, contando com o apoio espontâneo de diversos confrades e confreiras. Graças à solidariedade dos participantes, a confraternização foi realizada sem utilização de recursos financeiros do Instituto. As mesas e cadeiras utilizadas foram obtidas por meio de parcerias e empréstimos, demonstrando o espírito de cooperação que caracteriza a trajetória da entidade. 

Além do caráter festivo, a ocasião serviu para reafirmar o compromisso dos associados com o futuro da instituição. Durante o encontro, foi lembrada a proximidade das comemorações dos 49 anos de fundação do ICVC, a serem celebrados em setembro de 2023, data que marcará também a abertura oficial das atividades alusivas ao cinquentenário do Instituto.

A confraternização junina de 2023 ficou registrada na memória institucional como um momento de união, partilha, gratidão e fortalecimento do sentimento de pertencimento, valores que têm acompanhado o ICVC ao longo de sua história e que continuarão a orientar suas ações culturais e comunitárias.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

23 de junho de 2023


REGISTRO DE REUNIÃO ADMINISTRATIVA

Data: 23 de junho de 2023
Horário: 19h00
Local: Residência de Rosário Lustosa, Rua São Cândido, nº 477, Juazeiro do Norte – CE.

Atendendo à convocação previamente realizada, ocorreu, no dia 23 de junho de 2023, reunião administrativa do Instituto Cultural do Vale Caririense – ICVC, realizada na residência da Presidente do ICVC - Rosário Lustosa.

Estiveram presentes os seguintes participantes:



  • 1.Agliberto Bezerra;
  • 2.Aluísio Neri;
  • 3.Arnaldo Alencar;
  • 4.Cicero Sousa;
  • 5.Hugo Rodrigues;
  • 6.João  Bandeira;
  • 7.Lindalva Alencar;
  • 8.Mazé  Sales;
  • 9.Merandolina Barros;
  • 10.Renato Casimiro;
  • 11.Rosario Lustosa;
  • 12.Socorro Gondim.

A reunião transcorreu em clima de cordialidade e confraternização. Na abertura dos trabalhos, a associada Merandolina Sales realizou a entrega de um belo buquê de flores à anfitriã, acompanhada de uma mensagem especial de reconhecimento e carinho.

Em seguida, Mazé Sales procedeu à leitura de seu poema inscrito no Concurso Beata Maria de Araújo, proporcionando um momento de valorização da produção literária e cultural dos associados.

Dando continuidade à pauta, foram apresentados informes gerais e realizada a prestação de contas da entidade, seguida de debates e esclarecimentos sobre assuntos administrativos e atividades em andamento.

Ao final da reunião, foi apresentada a sugestão de realização de uma confraternização junina entre os associados. Após discussão, ficou deliberado que a comemoração ocorrerá no Sítio Pedrinhas, residência da Presidente Rosário Lustosa.

Considerando os compromissos já existentes durante o mês de junho e a necessidade de viagem do associado Renato Dantas, foi definida a data de 07 de julho de 2023, uma sexta-feira, para a realização do encontro festivo.

Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, registrando-se o agradecimento pela presença e participação de todos os associados e convidados.

Juazeiro do Norte – CE, 23 de junho de 2023.

Maria do Rosário Lustosa da Cruz
Presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense - ICVC


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

30 de maio de 2023


REGISTRO HISTÓRICO DE CORRESPONDÊNCIA
Sobre a Memória de Gilmar de Carvalho e a Proposta de Construção de sua Biografia

Data de Referência: Abril e Maio de 2023

Prof. Hugo de Melo Rodrigues  (Sócio Titular do ICVC)


O Instituto Cultural do Vale Caririense registra, para fins de preservação da memória cultural e intelectual do Cariri, relevante troca de correspondências ocorrida entre o historiador Ralph Sidney Della Cava, sua esposa Olga Della Cava, e o professor Antônio Renato Soares Casimiro, tendo como tema central o legado do professor, escritor, pesquisador e intelectual Gilmar de Carvalho.

Em mensagem datada de 27 de abril de 2023, Ralph Della Cava compartilhou a reflexão surgida durante a organização de sua biblioteca para doação acadêmica. Ao deparar-se com significativa coleção de obras de autoria de Gilmar de Carvalho, manifestou a convicção de que sua contribuição para a história, a preservação da cultura popular e o estudo do folclore nordestino justificaria a elaboração de uma ampla biografia.

Na correspondência, Della Cava destacou que a atuação de Gilmar de Carvalho o colocava entre os grandes intérpretes da cultura brasileira, ao lado de nomes como Leonardo Mota, Gustavo Barroso e Luís da Câmara Cascudo. Ressaltou ainda que a documentação necessária para uma futura pesquisa biográfica permanecia acessível por meio de seus arquivos pessoais, publicações e da memória de amigos, colaboradores e admiradores ainda vivos.

Em resposta, o professor Antônio Renato Soares Casimiro apresentou um extenso depoimento memorialístico, relatando sua trajetória intelectual e os encontros decisivos que marcaram sua formação. Recordou o primeiro contato, ainda na juventude, com a obra de Ralph Della Cava e, posteriormente, sua aproximação com os círculos intelectuais do Ceará, circunstâncias que contribuíram para consolidar seu interesse pela história do Cariri e, particularmente, pela cidade de Juazeiro do Norte.

Renato Casimiro registrou a profunda amizade e parceria construída ao longo de décadas com Gilmar de Carvalho, a quem descreveu como amigo, conselheiro, incentivador, pesquisador incansável e defensor da memória cultural regional. Destacou sua participação em importantes iniciativas voltadas à valorização da cultura caririense, entre elas a mobilização pela criação de instituições de pesquisa e preservação documental vinculadas aos estudos sobre o fenômeno religioso, histórico e cultural de Juazeiro do Norte.

O relato enfatiza o papel decisivo de Gilmar de Carvalho na defesa dos acervos culturais da região, na organização de bibliotecas, coleções documentais, cordéis, registros iconográficos e audiovisuais, além de sua influência sobre a consolidação do ambiente acadêmico regional durante a expansão do ensino superior no Cariri.

Especial atenção foi dedicada à atuação de Gilmar junto ao legado de Mestre Noza, importante escultor popular ligado à tradição artística juazeirense. Renato Casimiro relembra os esforços empreendidos por ambos na valorização da obra do artista, incluindo a publicação do catálogo Noza, o Escultor do Padre Cícero (UFC, 2014), trabalho que reuniu pesquisadores, fotógrafos e especialistas, contribuindo para a preservação e difusão do patrimônio artístico caririense.

Em nova mensagem, datada de 29 de maio de 2023, Ralph Della Cava respondeu ao depoimento de Renato Casimiro, afirmando ter ficado impressionado com a dimensão da colaboração existente entre ambos. Considerou que o testemunho apresentado constituía, por si só, um documento fundamental para uma futura biografia de Gilmar de Carvalho, caracterizando-o como uma primeira entrevista a ser incorporada em um projeto mais amplo de registro de sua vida e obra.

Ao final da correspondência, Della Cava lançou um apelo aos pesquisadores, historiadores, intelectuais e instituições culturais do Cariri para que se empenhassem na preservação da memória de Gilmar de Carvalho, registrando depoimentos, reunindo documentos e sistematizando informações capazes de transmitir às futuras gerações a relevância de sua contribuição para a cultura nordestina.

O Instituto Cultural do Vale Caririense registra este diálogo como importante testemunho da rede de afetos, colaboração intelectual e compromisso com a memória cultural do Cariri, reconhecendo seu valor documental para futuras pesquisas sobre a trajetória de Gilmar de Carvalho e sobre a história cultural de Juazeiro do Norte e da Região do Cariri.

Instituto Cultural do Vale Caririense – ICVC
Prof. Hugo de Melo Rodrigues


CONVERSAS COM RALPH DELLA CAVA

Antônio Renato Soares de Casimiro

Torno público as últimas conversas com o prof. Ralph della Cava.
Ralph S. Della Cava rd79@columbia.edu escreveu:

Queridos,
a pesar do meu silêncio, vocês estão sempre no meu pensamento.
Gostaria de compartir uma ideia com vocês que há tempo me batia nas ruminações: a de uma biografia de Gilmar. Pipocou com força no outro dia. Preparava uma lista de livros publicados sobre Joaseiro que pretendo doar à Uni Florida para completar a minha doação anterior.

Mas, além deles, apareceu una vintena dos de Gilmar. Soube do seu amor de Patativa e entre os livros há mais de um sobre o grande poeta. Assim, me deu tanto da idéia de incluir a obra de Gilmar na doação, e mais de cogitar a idéia de uma biografia.

Não cabe duvida a contribuição dele à historia, preservação e ao enaltecimento de folclore e de cultura popular do Ceará, Juazeiro e Nordeste tem sido significante. Diria que ele facilmente toma o seu lugar ao lado de Leonardo Motta, Gustavo Barroso (Terra do Sol) e Luiz Câmara Cascudo.

Verdade que a presença de Gilmar permanece vivo entre os amigos - como se não tivesse morto - sendo este mês o segundo aniversário de sua morte.

Há quem diria é cedo de pensar numa biografia. Mas, o arquivo pessoal e a coleção de suas publicações estão disponíveis. Estão ainda vivos amigos e admiradores, Jamais é cedo para garimpar!

E, ninguém mais competente que Vocês - os que têm pulso sobre a nova jovem guarda de historiadores e cientistas sociais sendo formados na URCA, e na UFCA, e na UFC (e em outras unis no pais) - para incentivar os e as jovens que se formam hoje de pensar num projeto deste.

Eis o que vem voando na minha cabeça como os pintarroxos que circulavam alto em torno do celeiro vermelho e os pinhais ao lado, reanimando a primavera que vem patinando por aí, e da onde acabamos de chegar ontem a noite depois de eu e Olha tivermos instalado no sábado passado duas novas colônias de abelhas nas colmeias limpas.

Quando Vocês tiverem tempo, gostaria de receber as suas reflexões sobre esta idéia.Voltaremos ao celeiro na 3ªf. com o neto Samuel para preparamos a roça.

aquele abraço fraternal de sempre, r & o   (Ralph e Olga)

Respondi a eles:
Caríssimos Ralph e Olga, caríssimos amigos.

Não há, igualmente, como me afastar, em pensamento, desta lembrança permanente, sobre o que vocês estão fazendo, ou pensando, como agora nos dizem. Quero começar no que acho que tenho a lhes dizer, sobre um fato relevante. 

Era 1963 – então, como até poderia ter dito o poeta: “de repente” já se passaram 60 anos. Incrível como se possa pensar, imediatamente, em pessoas que viveram menos que isto. Uma graça, como para mim, aos 73. 

Então, um recorte juvenil, aos 13, aluno dos Salesianos, para ouvir falar de um americano que estava ali para continuar sua determinação em escrever um livro. Isso mudou minha história. 

Quase no fim do ano, no fatídico...., já pelas 19h como do costume diário do meu pai, até 21h, the voice of America, porque agora só o fato da tarde, em Dalas, e sem o esperado para filatelia, cinema, a conquista do espaço, music USA, e coisas assim. “Vá lá na minha estante, pegue um livro e vá se divertir. Fui lá, peguei ao acaso Floro Bartholomeu (exemplar autografado para meu avô, em 1923). Isso mudou minha história.

 
Em 1965, a decisão por Fortaleza (jornada que durou 50 anos), e num dia qualquer, ir ao Instituto do Ceará e conhecer Oswaldo Araújo, Hugo Catunda, e outros, e receber deles empréstimos de livros e fotografias. 

E isto também mudou minha história. Interessante - desnecessário citar outras coincidências, mas tudo me levava para uma mesma decisão. Como também, pouco tempo depois, ir conhecer o Gilmar, para tê-lo sempre próximo – amigo, “professor”, conselheiro, entusiasta, confidente, “cumplice”. 

Então, esse perfil admirável, passada a angústia da perda, nos encanta ao reunirmos memórias e histórias destas “aventuras”. Aqui, no Cariri, em particular, planejamos uma eternidade para a lembrança, a admiração, a consideração, e o respeito ao que ainda precisa ser feito, em torno das melhores inspirações que o Gilmar nos legou. Foi incansável neste particular.

Na luta regional por sua universidade, o que parecia a reedição piorada da Sedição, nos fortalecemos com suas ideias, o que nos permitiu articular a criação do Instituto José Marrocos de Pesquisas e Estudos Sociais, por exemplo. 

Não se acreditava que ao lado do poder político local, Juazeiro ainda quisesse cargos (a começar por reitoria), faculdades, etc. Mas, era assim, trazia-nos convicções aos exemplos de IEB (USP), Joaquim Nabuco (Recife), Nudoc (UFC), etc, por modelos adaptáveis de estrutura, funcionalidade, acervos, programas. 

E fomos em frente, animados por o que – não tardou, em adesões, nos fortalecemos e criamos e fizemos funcionar. E este marco fundante, naquele momento, corporificou, mais que uma ideia plausível ao momento, um instituto de pesquisa, uma base de trabalho, dentro de ansiedades para estudos sobre o “fenômeno do Joaseiro”, e se transmutou num grandioso gesto de amor pela causa do Juazeiro.

Nem sei lhes dizer o que contraímos de dívida com Gilmar de Carvalho, hoje – à luz desta gratidão que se faz na saudade como um tributo à grandeza de seu espírito lúcido e amoroso. De sua inspiração e sinceridade bem sabemos onde fomos chegar. Pecamos, ultimamente – malgrado esta ausência sentida, porque quase tudo fizemos para descontinuar o planejado, muito mais movidos por receios e sentimentos menores que nos fizeram bater em retirada, renunciando os imperativos de pauta bem construídas, e as determinações por operacionais, do hoje e do agora. 

Mas, inesquecível, o quanto fizemos por honrar estas ótimas ideias que de si nos assomaram, como a de uma defesa intransigente por valores culturais da nossa tradição histórica, aí se incluindo a organização de acervos (biblioteca, cordel, audiovisual, iconografia, documentário, hemeroteca, xilogravura, etc, etc, para viabilizar a manutenção de linhas de pesquisas e editoração, capazes de fornecer grande estímulo, especialmente, no momento em que se assentava na cidade a base de um polo de educação superior, hoje com 20 instituições, dentre universidades, centros universitários, institutos, e faculdades.  

Lembro também como foi exemplar o seu zelo pela obra de Mestre Inocêncio da Costa Nick (Noza). Era cativo nos últimos tempos no seu modesto atelier. Quanto lamentamos juntos que Noza tivesse sido retirado, enganado pela própria filha, a contragosto, a ponto de ter-se retirado para São Paulo, o que ele antecipadamente denominava de “o purgatório do Brasil”. 

E assim foi e não resistiu, faleceu ali. Mas o sepultamento foi numa vala simples de um daqueles imensos cemitérios públicos da pauliceia desvairada.  Tocado por Gilmar, e decorridos uns anos, lá fomos os dois a São Paulo em busca de um possível traslado para o cemitério de Juazeiro, onde talvez com dignidade sua memória fosse mais reverenciada.

Tivemos a infelicidade de saber por seus sobrinhos que houve uma tratativa do serviço funerário quando informou a família que os restos mortais de Noza haviam sido exumados e estavam num “saco plástico” à espera de uma requisição para um sepultamento a cargo da família.

Deixaram que o prazo transcorresse sem uma providência, e pelo protocolo, teria sido reunido a outros mais “esquecidos” e levados juntos, anonimamente, para crematório. Voltamos arrasados de São Paulo, tristes porque também ali estávamos frustrados pelo final tão melancólico.   

Fiquei imensamente feliz com o desfecho que houve no meu desejo de ter dado um grande destino ao conjunto de 59 peças, santos que fui adquirindo de Mestre Noza, ao tempo em que ainda residia em São Paulo, fazendo meu doutorado na USP. 

Gilmar me orientou bem pelo melhor caminho e leguei à minha Universidade, através do Museu de Arte da Universidade, em Fortaleza. Mais que isto, quanto a aspectos legais, pois era coleção valiosa, Gilmar se empenhou muito para isto tivesse um registro digno do valor que a coleção representava, no conjunto da obra de Noza.

Assim, eu e ele produzimos este “catálogo, (Noza, o escultor do Padre Cícero, UFC, 2014, 204p) destacando-se o empenho admirável de Gilmar (texto e organização), com fotos de Francisco Sousa, e mais textos de Martine Kunz, Pedro Eymar, e participações de Ronaldo Salgado, Nelson Bezerra, Maurício Albano, e Geraldo Sarno. Lembrando também a excelência do projeto gráfico de Alexia Brasil.

Com Gilmar, não havia concessões: o que ele realizava aglutinava sempre em torno dos seus desejos e projetos o que se podia reunir em melhor para viabilizar. E isto, eternizado pela UFC, graças à sensibilidade do juazeirense, então Reitor – Jesualdo Pereira Farias, ficou como uma marca da grandeza de sua pessoa.
      
Nós, por um pouco do que se pode lembrar, de empenho por patrimônio e memória do Juazeiro, recorríamos sempre a Gilmar de Carvalho, por luzes e sentimentos que nos orientasse no que desejávamos fazer, enquanto fosse tempo para não se perder definitivamente o que fazia o nosso horizonte de preocupações.

E por último Ralph Della Cava respondeu:

Ralph S. Della Cava rd79@columbia.edu escreveu:

Carissimo Renato:

É a minha vez de pedir desculpa pela demora em Lhe responder. (As razões seguem aparte).Fiquei atônito, mais pensando bem, nada surpreendente, pelo relato do envolvimento e colaboração, tão extensivos e produtivos, realizados por Você e Gilmar. 

Mas, era de se esperar, esta convergência dos horizontes de Vocês dois e a amizade que a cementava, e ao ler seu mail, me dava conta, que já estava na cara, evidente, óbvio, inevitável.

Digo uma coisa, caro Renato, vejo no seu tributo, na suas lembranças, a primeira entrevista dos amigos e colegas para ser incluída numa grande biografia de Gilmar!
O dado é lançado.
Há de prosseguirmos! 

E, peço desculpa de que este amigo de Gilmar faz um desafio e uma súplica nos que não está em condição de fazer parte, mas que deseja com todo coração que o grande valor da obra de Gilmar e o testemunho de seus amigos, colaboradores, e peritos nos temas caros a ele sejam gravados para as futuras gerações do Joaseiro e do Nordeste.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

29 de maio de 2023


Serie Documental - Colecionadores ep. 20 - 
Participação: Antônio Renato Soares de Casimiro
link - https://youtu.be/LIul68w240g

Desejo agradecer aos colegas membros do ICVC que se manifestaram generosamente     pela divulgação na Tv Assembleia CE e no YouTube o meu depoimento sobre o grande acervo que Daniel Walker e eu doamos a UFCA e que em parte se expressava pela coleção de jornais de Juazeiro do Norte, em cerca de 820 títulos e mais de 15 mil exemplares em cópia física (exemplares) além de quase 10 mil digitalizados. Muito grato a todos por esta deferência.

Atenciosamente,
Prof. Renato Casimiro.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

30 de maio/05 de Junho de 2023


PEDRO BANDEIRA - PRINCIPE DOS POETAS POPULARES
Reportagem Jornal do Cariri (30/05 a 05 de junho de 2023)

                                                     Reportagem – Acervo de Pedro Bandeira doado à UFCA

Joaquim Júnior
redacao@jornaldocariri.com.br

Natural da Paraíba e caririense de coração, Pedro Bandeira foi um dos maiores poetas e escritores brasileiros. Com extensa lista de projetos, premiações e reconhecimentos, o “Príncipe dos poetas populares” faleceu aos 82 anos de idade, no ano de 2020.

Para preservar seu trabalho e proporcionar o acesso a pesquisadores e admiradores das próximas gerações, a família doou parte do acervo à Universidade Federal do Cariri (UFCA), que planeja, segundo o reitor Ricardo Ness, criar um museu para expor os itens recebidos.

FOTOS: ACERVO PESSOAL

“Pedro Bandeira era um homem de prosperidade em todos e nos melhores aspectos dessa palavra.”
— Íria Bandeira

Íria Maria Bandeira, filha do poeta, que recebeu o título de Tesouro Vivo do Estado do Ceará no ano de 2018, conta que o pai dela já tinha exposto o desejo de doar o material à universidade há alguns anos. À época, a UFCA era ainda o Campus Cariri da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Com o falecimento de Pedro, a filha atendeu à vontade do pai e teve o aval de outros familiares.

“Ganhou Pedro Bandeira, ganhou a universidade, ganhou o conhecimento, ganhou a cultura, ganhamos todas”, enfatizou.

Ela acredita que preservar o acervo de Pedro Bandeira é preservar a história da cantoria. Como lembra, o trabalho dele inspirou novos artistas e foi acompanhado por milhares de nordestinos através do rádio, das poesias, dos shows e de inúmeros trabalhos.

Dessa forma, Íria acredita que não teria sentido deixar o acervo inacessível ao público.

“Pedro Bandeira era um homem de prosperidade em todos e nos melhores aspectos dessa palavra. Que essa energia, não só sua poesia, chegue a todos e todas, contagie e se multiplique. Fique a semente de amor, de luz, de inspiração, e de repente, a cantoria seja colocada no patamar que ela merece e deve estar”, finaliza.

Leia, no site do JC, a matéria e a entrevista com Íria Bandeira.
Acesse: jornaldocariri.com.br

Jornal do Cariri



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

23 de maio de 2023




ANIVERSÁRIO DA BEATA MARIA DE ARAÚJO 
 
DIA: 23/05/2023
HORÁRIO: 13h30 
SEMINÁRIO MARIA DE ARAÚJO ( Secretaria de Educação)
LOCAL: Casa de Saberes Daniel Walker 


DIA: 24/05/2023 
HORÁRIO: 16h30
ANIVERSÁRIO DA SANTA BEATA MARIA DE ARAÚJO (Movimento Pró-memória da Santa Beata Maria de Araújo) 
LOCAL: Praça Beata Maria de Araújo em frente a Basílica de Nossa Senhora das Dores    


HORÁRIO: 18h00
VI EDIÇÃO DA MOSTRA POEMAS PARA MARIA (Secretaria de Cultura) 
LOCAL: Auditório da Secretaria de Educação - SEDUC 


Poema para Beata Maria de Araújo.

Maria, Maria!
Teu nome é remoto e atual
rude... até olvidado
no desnudar do real.
Tornou-se pungente
Vigoroso conto real.

Consolidaste a natureza do ser.
Com distanciamento imerso
na vida interiorana...
Tão simples, tão negra e tão pobre,
mas na fé foste nobre.

Maria Maria! Araújo.
Teu nome é refúgio.
Beata sofrida, imolada,
não muito entendida.
No universo da fé,
Peregrina de "carne e osso", sua pena sofreu,
no efêmero tempo em que viveu!

Que outro nome poderemos dar?
Senão Sta. Maria de Araújo?
Do Juazeiro do Ceará.
De todas as Marias:
Pobres, ricas, negras e brancas,
mas que tenham em 
em sua essência a fé em Cristo,
e a humilde existência.

Sem amarras e temor.
De um universo todo seu,
Protagonista do milagre,
numa comunhão reparadora, assim cumpriu-se a sua Sina.
Pela providência Divina.
Utilizando-se dos instrumentos religiosos
O padre Cícero Romão
e a beata Maria, uniu a vida 
Daquele povo.

Maria, Maria!
Receber e conceder,
a vida com a vida,
Sorvendo, subtraindo
o alimento da alma
para Cristo! Em Cristo amar.
Um destino, uma missão
a descortinar.
Cumprir os ditames
E a Jesus amar.

Ah! Maria
No exílio de si...
Provaste uma viagem ao Céu,
em vôos de gaivotas
e nas asas da fé.
Tudo sem sair do lugar,
falando em pensamentos
divagações noturnas,
Sonhos e sentimentos.
As profecias Divinas
cumpristes na tua sina.

                          VilmaMaciel


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

09 de maio de 2023


SOLENIDADE CULTURAL

Data: 09 de maio de 2023

Evento: Solenidade de Entrega do Acervo Cultural do Poeta Pedro Bandeira

No dia 09 de maio de 2023 ocorreu a Solenidade de Entrega do Acervo Cultural do Poeta Pedro Bandeira, realizada nas dependências da Universidade Federal do Cariri – UFCA.

A cerimônia representou um importante momento para a preservação da memória literária e cultural da região do Cariri, reunindo representantes de instituições culturais, educacionais, pesquisadores, familiares, escritores e membros da comunidade interessados na valorização do patrimônio histórico e intelectual caririense.

A entrega do acervo teve como finalidade assegurar a guarda, conservação, pesquisa e difusão da produção cultural e documental do poeta Pedro Bandeira, contribuindo para o fortalecimento das ações de preservação da memória regional e para o acesso público a esse relevante patrimônio cultural.

O Instituto Cultural do Vale Caririense reconhece a importância da iniciativa, destacando o papel das instituições de ensino superior na proteção e divulgação dos bens culturais do Cariri, bem como a relevância da trajetória literária e cultural de Pedro Bandeira para a história da região.

Fica registrado nos anais do ICVC o registro desta solenidade, considerando-a de significativo interesse para a cultura, a memória e a identidade caririense.

Juazeiro do Norte – CE, 09 de maio de 2023.

Maria do Rosário Lustosa da Cruz
Presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense – ICVC


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

08 de maio de 2023


REGISTRO DE COMUNICAÇÃO E ENCAMINHAMENTOS
Data de referência: 08 de maio de 2023
Presidência: Maria do Rosário Lustosa da Cruz

Foi informado aos associados que, nesta data, ocorreu visita à UNIJUAZEIRO com o objetivo de tratar da organização da Biblioteca do Instituto Cultural do Vale Caririense – ICVC.

Durante o encontro, a Direção da instituição encaminhou a demanda à Bibliotecária responsável, que se comprometeu a solicitar a participação de duas estagiárias do Curso de Biblioteconomia para auxiliar na organização do acervo bibliográfico do Instituto. O ICVC permanecerá aguardando os encaminhamentos e a confirmação desta colaboração.

Após a etapa de organização dos livros, ficou previsto o levantamento e registro de todo o material existente, visando ao tombamento do acervo e à formalização documental junto ao cartório competente, como medida de preservação e proteção do patrimônio cultural da entidade.

A reunião administrativa do ICVC prevista para após 16 de maio. Entre os temas previstos para a pauta da referida reunião administrativa destacam-se:

  1. Propostas para a abertura das comemorações do Cinquentenário do ICVC;
  2. Apresentação e apreciação de nomes para admissão de novos sócios;
  3. Indicação de nomes para futuras homenagens promovidas pela instituição;
  4. Outros assuntos de interesse institucional.

Na ocasião, foi solicitada a colaboração dos associados mediante o envio de sugestões relacionadas aos temas em pauta, reforçando a importância da participação coletiva no planejamento das ações do Instituto.

Registro elaborado a partir de comunicação da Presidência.

Juazeiro do Norte, 08 de maio de 2023.

Maria do Rosário Lustosa da Cruz
Presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense – ICVC.


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

05 de Julho de 2021


CIDADÃO JUAZEIRENSE

Francisco Huberto Cabral

A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará, outorgará o título de Cidadão Juazeirense ao jornalista, memorialista e radialista Francisco Huberto Cabral, sócio correspondente do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC). Huberto Cabral é uma referência pelos inúmeros trabalhos sociais e culturais prestados em toda a Região do Cariri.



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)


Em 09/11/2018, o sodalício participou, na cidade do Crato, da comemoração dos 65 anos do Instituto Cultural Caririense.

Realizou-se o lançamento do livro da Profa. Diana Barbosa, pelas Edições ICVC, intitulado “Valter Barbosa: Faces e Fotos”. O primeiro momento ocorreu no auditório do Panorama Hotel, com expressiva representação da sociedade juazeirense. O segundo momento ocorreu na Assembleia Legislativa, em Fortaleza, contando com valiosas presenças intelectuais do Estado do Ceará.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)




Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)




Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)




HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)



Em 24/03/2018, o sodalício participou da comemoração do aniversário do Padre Cícero, no Largo do Socorro, e o bolo do ICVC obteve o 3º lugar no concurso de bolos.

Em 28/03/2018, ocorreu o Café Literário na Biblioteca Humberto Bezerra, com a presença do ex-reitor da UFC, Prof. Jesualdo Farias, e membros do sodalício.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)





HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

SETEMBRO DE 2017

Em 05/09/2017, foi realizada palestra, às 19h30, no auditório do Centro de Cultura do BNB, ministrada pela Profa. e Mestre em Controladoria Diana Barbosa, abordando a temática “Vulnerabilidade econômica: desafios e soluções”.

Em 22/09/2017, às 8h, ocorreu a reinauguração da Biblioteca Humberto Bezerra, localizada no Centro de Empreendedorismo e Inovação (FJN), contando com as presenças de autoridades municipais e lideranças.

Em 22/09/2017, às 19h30, ocorreu Sessão Solene no auditório do Panorama Hotel, em homenagem ao 43º aniversário do ICVC. Na ocasião, realizou-se a mostra da Galeria Cultural e, ao longo da sessão, foram prestadas homenagens aos sócios-beneméritos. Após a Sessão Solene, houve um coquetel cultural.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)




HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

AGOSTO DE 2017


Em 22/08/2017, foi realizada palestra, às 19h30, no auditório do Centro de Cultura do BNB, ministrada pelo mestre em Cultura e Territorialidade Felipe Caixeta, abordando a temática “A festa do Quilombo como patrimônio cultural do Ceará e o corredor cultural de Juazeiro do Norte”, pelo transcurso do Dia do Folclore.

Em agosto de 2017, o sodalício participou do Seminário Regional de Políticas Culturais.

 

Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

JULHO DE 2017

Em julho de 2017, o sodalício participou da Sessão Solene da UFCA comemorativa ao seu 4º aniversário na região do Cariri.

Em julho de 2017, o sodalício visitou, na cidade do Crato, a ONG BEATOS, coordenada pela representante regional da Cultura, Dane de Jade.

Em 19/07/2017, foi realizada palestra, às 19h30, no Círculo Operário São José, ministrada pela Profa. Núbia Ferreira (pós-doutora em Portugal), com a temática “Antônio de Pádua: atividade evangélica de um santo popular”.

Em julho de 2017, o sodalício participou dos festejos em homenagem aos Mestres da Cultura, na cidade do Crato, com a presença do Governador Camilo Santana.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

JUNHO DE 2017

Em 12/06/2017, o sodalício visitou o Rotary Club Cariri, com o objetivo de apresentar o ICVC.

Em 22/06/2017, o sodalício visitou o Rotary Club Juazeiro, com o objetivo de apresentar o ICVC.

Em junho de 2017, ocorreu reunião na UFCA, com as presenças do Pró-Reitor de Cultura, bibliotecárias e membros do sodalício, tendo como pauta o acervo literário do ICVC.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

MAIO DE 2017

Em maio de 2017, a presidente Diana Barbosa realizou visita ao Ministério da Cultura, em Brasília, com o objetivo de apresentar o ICVC e conhecer os procedimentos de inclusão nos programas.

Em maio de 2017, foi realizada palestra no Requinte Buffet, às 20h, ministrada pelo economista e teólogo Rafael de Sousa, com a temática “Economia de Comunhão”, concomitantemente a um jantar beneficente.

Em 31/05/2017, foi realizada palestra no salão do Edifício Patrícia, às 19h30, ministrada pelo escritor e membro do Conselho Superior do ICC do Crato, Emerson Monteiro, abordando a temática “Intercessão de Maria”, em louvor ao mês de Maria.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

ABRIL DE 2017


Em 18/04/2017, o sodalício participou de sessão na Câmara Municipal, objetivando apresentar o ICVC e solicitar apoio dos edis quanto à aquisição da sede própria.

Em 26/04/2017, foi realizada palestra no Círculo Operário São José, às 19h30, ministrada pelo coordenador pastoral Prof. Rodrigo Sousa, abordando a temática “Biomas Brasileiros e Defesa da Vida”, referente à Campanha da Fraternidade 2017.

Em abril de 2017, no âmbito da UFCA, com as presenças do representante do Reitor, do Pró-Reitor de Cultura, professores e membros do ICVC, foi celebrado o convênio institucional entre o ICVC e a UFCA.

Em abril de 2017, o sodalício participou do Fórum para Beatificação do Padre Cícero, realizado na Câmara Municipal.

Em abril de 2017, o sodalício prestou apoio ao lançamento do livro do escritor juazeirense Cícero de Sousa, “Capitão Timóteo: cangaço e viriatos”.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

FEVEREIRO/MARÇO DE 2017


Em 03/02/2017, ocorreu a Sessão Solene de posse da nova diretoria do sodalício, no Memorial Padre Cícero, às 19h30, ocasião em que foi homenageado o Dr. Geraldo Menezes Barbosa como o “Decano da Cultura Caririense”.

Em 08/03/2017, realizou-se palestra no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), às 19h30, ministrada pela jornalista Célia Rodrigues (Conselho da Mulher), abordando a temática “Lei Maria da Penha”, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Em 11/03/2017, realizou-se evento festivo na Cantina Zé Ferreira, quando o sodalício prestou homenagens às “Onze Mais Mulheres”, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Em março de 2017, o sodalício participou das comemorações da Semana do Padre Cícero e do seminário com a temática “Reconciliação, e agora?”. Ainda durante a Semana do Padre Cícero, no Largo do Socorro, em comemoração ao aniversário do Padre Cícero, o ICVC esteve presente com um bolo.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)


DECANO DA CULTURA CARIRIENSE



Geraldo Menezes Barbosa


Em 03/02/2017, ocorreu a Sessão Solene de posse da nova diretoria do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), no Memorial Padre Cícero, às 19h30, ocasião em que foi homenageado o Dr. Geraldo Menezes Barbosa (Sócio titular e ex-presidente do ICVC), como a primeira edição do Título “Decano da Cultura Caririense”.


Diana Figueiredo Barbosa 

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2017–2018)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

11 de Setembro de 2014


ICVC: 40 Anos

C O N V I T E


A Presidente do INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE - ICVC, Maria do Rosário Lustosa da Cruz, tem a honra de convidar V.Sª e Exma. Família, para a reunião solene dos 40 Anos do Instituto, quando fará uma homenagem ao Senhor Raimundo Correia Ferreira,  posse da nova diretoria e de novos membros.

Local: Auditório da Faculdade Juazeiro do Norte

Rua São Francisco, 1224 – Bairro São Miguel.

Data: 20 de Setembro de 2014

Horário: 19:30 h

Juazeiro do Norte – CE


Fonte: https://www.portaldejuazeiro.com.br/search?q=ICVC


Maria do Rosario Lustosa da Cruz

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2014)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

23  de Novembro  de  2011


Turismo de Base Comunitária























Arquivo: ICVC


O Professor Hugo Rodrigues (Membro do Instituto Cultural do Cariri (ICC), Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), Sociedade dos Poetas de Barbalha (SPB), Conselho Consultivo do Cariri Cangaço, Conselho Estadual da Cultura e SECTUR/Barbalha, participou de Reunião Cultural para apresentação de Projeto de implantação do Turismo de Base Comunitária em Barbalha/Ceará. O Projeto foi apresentado por consultores da Fundação Casa Grande de Nova Olinda/Ceará.


Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2010–2011)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

30  de  Maio  de  2011



CASARÃO CENTENÁRIO

Arquivo: ICVC

" O Presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense - ICVC, professor Hugo de Melo Rodrigues dentro do Programa Centenário realizado pela instituição que reconhece pessoas, lugares e fatos que em 2011 completam cem anos, presidiu no dia 06 de maio, importante solenidade que teve como Presidente de Honra o Professor Antônio Alves, e foi realizada no Sítio Brejo Seco em Juazeiro do Norte, reconhecendo o Casarão da Família Sá Barreto com o Diploma de Mérito Centenário. A solenidade foi prestigiada pelo Pres. da Comissão do Centenário, Dr. Geraldo Menezes Barbosa, fundadores do ICVC: Professora Antélvia Cândido, os Vice-presidentes do ICVC: Maria do Rosário e Pedro Bandeira, inúmeros acadêmicos da instituição, familiares das homenageadas (As senhoritas Geli, Tereza e Marle), que vivem no Casarão Centenário. "

FONTE:  INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE – ICVC
https://auribertoeternochocalheiro.blogspot.com/2011/05/instituto-cultural-do-vale-caririense.html

Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2010–2011)


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

10 de Setembro de 2010


REUNIAO DO ROTARY CLUB JUAZEIRO DO NORTE PADRE CICERO

Arquivo: ICVC


Em proveitosa reunião do RC Padre Cícero, realizada no último dia 10, o ICVC - Instituto Cultural do Vale Caririense lembrou o centenário de Jefferson Albuquerque prestando-lhe homenagem num evento que contou com as presenças de rotarianos de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, representantes do ICC - Instituto Cultural do Cariri, com sede na cidade de Crato e familiares do homenageado.

Nascido em Pacatuba, Ceará, no dia 20 de abril de 1910, Jefferson de Albuquerque e Sousa faleceu subitamente, às 11 horas do dia 17 de fevereiro de 1991,quando a comunidade intelectual do Cariri foi tomada de surpresa, Dr. Jeffesron, como era chamado, bacharelou-se em Direito em 1935, na Faculdade de
Direito do Ceará e logo depois de sua formatura fixou-se em Crato, dedicando-se à advocacia, juntamente com o Dr. Antônio de Alencar Araripe, advogado de grande clientela, ao tempo, nesta região. 

Foi durante muitos anos funcionário do Banco do Brasil, como escriturário e fiscal da Carteira Agrícola. Um dos fundadores do Rotary Clube do Crato, em 1937, chegando a exercer as elevadas funções de Governador do Distrito, então Nº 26. No exercício deste posto visitou todos os clubes do Norte e Nordeste e participou da Convenção Internacional em Havana - Cuba. O homenageado foi também fundador do Rotary Clube de Barbalha.

O programa “Centenário” do ICVC, atualmente presidido pelo professor Hugo de Melo Rodrigues, já prestou homenagens a personalidades como Edgar Coelho de Alencar, Padre David Moreira, José Marrocos e Raquel de Queiroz, tendo ainda programadas homenagens a Tancredo Neves e Madre Tereza de Calcutá.
(Fonte: Cariri rotário).

FONTE: https://www.portaldejuazeiro.com.br/search?q=ICVC

Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2010–2011)




HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

15 DE DEZEMBRO DE 2009


PROFESSOR HUGO RODRIGUES 
ELEITO PRESIDENTE DO ICVC

No dia 15 de dezembro deste ano (2009), às 17 horas, na sede da Biblioteca Municipal de Juazeiro do Norte, foram realizadas as eleições para a Presidência do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC). Considerada uma das mais importantes instituições culturais do Cariri cearense, o Instituto foi fundado em 1974 pelo professor Joaryvar Macedo, que também exerceu o cargo de Secretário de Cultura do Estado do Ceará.

O professor Hugo Rodrigues, Técnico em Cultura do município de Barbalha, foi eleito presidente e ficará à frente do ICVC no biênio 2010–2011. A cerimônia de posse está prevista para a primeira semana de fevereiro, no Centro Cultural do BNB, como parte do programa “Troca de Ideias”.


Hugo de Melo Rodrigues

PRESIDENTE DO ICVC

(Gestão 2010–2011)



HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

SETEMBRO DE 2005


PROFESSOR HUGO RODRIGUES É ELEITO PARA OCUPAR UMA VAGA NO ICVC



DISCURSO DE POSSE 

Senhor Presidente, 
Dr. Geraldo Menezes Barbosa, 
ao cumprimentar V.S.ª estendo meus cumprimentos aos demais membros desta Academia. Lembro-lhes, ainda, que este é um momento de grande relevância em minha vida. 

Meus queridos familiares e amigos, fico honrado com as vossas presenças, e me provoca nostalgia pela ausência dos demais.

Minhas homenagens à grande Família do Caldeirão da Criança, trabalho idealizado pelo Sr. Alfons Lonsing e pela Sra. Bernadete Bezerra Lonsing, conduzido pelos mais elevados sentimentos de dedicação e amor ao próximo. A eles, meus agradecimentos por me proporcionarem a oportunidade de tê-los como exemplo de vida.

À nossa Juazeiro do Norte, meca do Nordeste, feita de terra e areia, iluminada por Padim Ciço e pela Mãe de Deus das Candeias. 

Dedico a felicidade deste momento à minha querida esposa, Cícera Sineide Dantas Rodrigues, companheira de todos os momentos e responsável por grande parte da minha felicidade. A ela dirijo agora palavras seculares de amor:

“Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será ela o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua, cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela [...] Ah! Se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face.” Trecho de Romeu e Julieta, talvez a mais célebre e conhecida história de amor de todos os tempos, de William Shakespeare (1564–1616), poeta e dramaturgo inglês, considerado um dos maiores autores da literatura universal.

Ao meu amado filho, Arthur Vitor Dantas Rodrigues, saiba que você nos traz imensas felicidades. A sua chegada faz-me recordar, com profunda emoção, algo igualmente maravilhoso (trecho da música “O Filho Que Eu Quero Ter”, de Toquinho e Vinicius de Moraes).

Que este momento represente uma homenagem justa e merecida a todos os meus ancestrais, cujas cinzas foram espalhadas pelo vento e esquecidas no tempo; que seja a oportunidade de galgar mais um degrau na escada da vida. Que fique registrado não apenas nos arquivos burocráticos das instituições, mas na memória dos que aqui estiverem presentes, servindo de referência para toda a minha descendência.

Poderia iniciar este discurso com aquele que foi capaz de atravessar o tempo por sua eloquência, clareza e mensagem de paz. Quem aqui não se recorda: “Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. [...] Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.” Discurso final de Charles Spencer Chaplin (1889–1977), no filme O Grande Ditador (1940), sem dúvida uma das obras mais marcantes de sua carreira.

Como admirador das artes, das letras, das lendas e dos fatos históricos, não posso permitir que este banquete dionisíaco passe sem referências teóricas que fundamentaram minha formação. Quisera trazer a eloquência de Marco Túlio Cícero (106–43 a.C.), um dos maiores oradores do Ocidente, cujos ideais promoveram a cidadania e o engajamento público. Ou ainda a poesia shakespeariana, que nos conduz à reflexão filosófica: “Ser ou não ser - eis a questão.”

Gostaria de enaltecer os antigos filósofos e grandes poetas com a suavidade das belas canções, mas, se a efemeridade do tempo não me permite, recorro à sabedoria de Horácio e ao seu Carpe diem: viver o presente, pois o amanhã é incerto. Quintus Horatius Flaccus (65–8 a.C.), poeta lírico e filósofo romano, tornou-se o primeiro literato profissional de Roma.

Mesmo não possuindo a leveza da infância nem a sabedoria refletida no olhar dos idosos, coloco-me diante de todos vocês e, em oferenda, trago a boa vontade de colaborar com a cultura e a educação do meu povo, buscando transformar ideias em ações — finalidades estas elencadas nos estatutos desta Academia e defendidas há mais de um século por Machado de Assis, quando afirmou: “As academias são como as armas. Só devem ser utilizadas em defesa. Em defesa, antes de tudo, do patrimônio cultural de um povo.”

Com essas palavras, Machado de Assis profetizou a importância de cada cidade preservar sua memória estética, histórica e intelectual. Que jamais seja necessário utilizar armas para defesa, pois cremos na profecia bíblica de que o lobo e o cordeiro pastarão juntos. Reafirmo, assim, meu voto pelo SIM ao desarmamento, em memória daqueles que tiveram suas vidas ceifadas e cujas ausências ainda nos comovem.

No Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), homens cultos e formadores de opinião me precederam na Cadeira nº 18, que ora passo a ocupar. Reporto-me ao seu patrono, Monsenhor Francisco Silvano de Souza, a quem reverencio, pois “os lugares vazios pertencem aos seus próprios donos”. Natural de Barbalha, nasceu em 18 de abril de 1879 e faleceu em 26 de fevereiro de 1969. Sacerdote exemplar, militou na imprensa, no magistério e na oratória sacra, exercendo relevantes funções nas dioceses do Ceará e de Pelotas (RS). Autor de O Grande Desconhecido e Dom Melo, cumpriu com integralidade o apostolado que escolheu por vocação.

Peço desculpas aos que me antecederam e paciência aos que me precedem, por não possuir o dom da oratória dos eruditos para concluir este pronunciamento. Recorro, então ao poeta William Shakespeare quando diz: 

“Boa noite, boa noite, boa noite!
A despedida é dor tão doce
que ficarei aqui dizendo boa noite
até que seja dia.” 

Com muito carinho,

Hugo de Melo Rodrigues


HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

29 JANEIRO DE 1991

JOAQUIM LOBO DE MACEDO (Joaryvar Macedo).  
(20/05/1937 - 29/01/1991)

Arquivo: ICVC


Morre Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo), aos 53 anos de idade. Escritor e historiador, fundador do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC). Membro do do Instituto do Ceará e da Academia Cearense de Letras (ACL). Nasceu aos 20.05.1937, em Lavras da Mangabeira/Ceará.

HISTÓRIA E MEMÓRIA DO 

INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)

1979/1980

                                                         REUNIAO DO ICVC

Arquivo: ICVC


Próximo a cortina Nair Silva, na mesa Joaryvar Macedo e Dona Amália Xavier de Oliveira, próximo dela de pé, Manoel Lacerda Neto, Vereador Chico Vieira (sentado), o poeta Pedro Bandeira (sentado), e de costas, a professora Dona Lindalva Ribeiro Machado. Possivelmente início da década de oitenta (entre fins de 1979 e inicio de 1980), na Sede da rua do Cruzeiro (Informações do Sócio Titular Antônio Santos). 


HISTÓRIA E MEMÓRIA 

JUAZEIRO DO NORTE - CEARA

PADRE MURILO DE SA BARRETO E FREI DAMIAO



Frei Damiao e Padre Murilo

Prefácio  da Romaria Cantado por Monsenhor Murilo de Sá  Barreto

Fonte: https://youtu.be/tRnku-xAcKY?si=tHL_efi134DSVZW8


HISTÓRIA E MEMÓRIA 

JUAZEIRO DO NORTE - CEARA

Outubro de 1935


Maria de Lourdes Sales

Maria de Lourdes Sales (POTIGUAR), mãe de Maria Jose de Sales e Pedro Andrade, chegou a Comunidade Caldeirão com seus pais. Ela tinha 08 anos de idade. Na década de 1990, foi fonte de pesquisadores sobre a Comunidade do Beato Jose Lourenco e no ano de 2006/2007 foi entrevistada para o Documentário da TV Assembleia. Faleceu em Juazeiro do Norte.    

Fonte: @caldeiraohoje (06/09/2023).


HISTÓRIA E MEMÓRIA 

JUAZEIRO DO NORTE - CEARA

07 de julho de 1889

Aconteceu a primeira romaria a Juazeiro do Norte - Ceará



HISTÓRIA E MEMÓRIA 

JUAZEIRO DO NORTE - CEARA

1889






Nenhum comentário:

Postar um comentário