INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)
MOMENTO REFLEXIVO
Publicação de Maria Loureto de Lima
(Sócia titular do ICVC)
22/01/2026.
Memória
No vigésimo segundo dia do mês de janeiro do ano de 1946, agravou-se a enfermidade da qual foi vítima José Lourenço, o beato perseguido.
Já estava anoitecendo quando, na Fazenda União, chegava o médico Dr. Mozart Alencar para consultar seu amigo.
A infecção aumentava, traduzida pela febre incontida. Sabendo do que se tratava, Dr. Mozart, precavido, já conduzia a medicação injetável, que aplicou de imediato. Orientou fazer compressas mornas e ali pernoitou, juntamente com Januário Gonzaga (pai de Luiz Gonzaga), acompanhando o quadro em que se encontrava o beato.
O beato só conseguiu dormir quando o dia foi raiando. Dores por todo o corpo e a insistente febre levaram-no a passar a noite em claro.
“Com o remédio, as dores foram passando e ele dormiu até o meio-dia.”
Moisés Alves.
A cada dia, Zé Lourenço se debilitava.
Maria Loureto de Lima
Publicação de Maria Loureto de Lima
(Sócia titular do ICVC)
16/01/2026.
Memória Histórica
A ordem do tempo, quando não compreendida, leva nossa memória histórica; o tempo não tem estação.
Igreja de Santo Inácio de Loiola e o cruzeiro (em Crato - Ceará), onde foram enterrados dois missionários jesuítas, irmãos Jessé e Josué. Estavam em missão catequética pelo Nordeste (do Brasil), com fome e sede, não resistiram.
O Pe. Cícero Romão Batista ordenou ao Beato José Lourenço que, naquele local, deveria ser construída a igreja, e o padroeiro seria Santo Inácio de Loiola, pois tinha grande admiração pela missão que os jesuítas desenvolviam.
Ao pé do cruzeiro, uma das mulheres (Maria Vieira), sendo perseguida por um dos soldados, preferiu tomar banho com querosene e atear fogo em seu corpo, para não se entregar. Maria Vieira foi considerada louca pelos representantes da Diocese do Crato.
Maria Loureto de Lima
JUAZEIRO DO NORTE, UMA NAÇÃO ROMEIRA:
O QUE FAZ A DIFERENÇA?
Publicação de Maria Loureto de Lima
(Sócia titular do ICVC)
03/02/2023.
No interior do Estado do Ceará, no longínquo vilarejo nas terras do Cariri, ano de 1898, no dia 07 de julho, nascia o fenômeno das Romarias, no chão marcado pela bravura, trabalho e fé. O Monsenhor Monteiro, reitor do Seminário São José, do município do Crato, iluminado pelo divino, ultrapassou as ordens do eclesiástico poder do Bispo da Diocese Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, que não aceitava a liderança do Padre Cicero, e realizou a primeira romaria em Juazeiro do Norte.
A morte do Padre Cícero consolidou as romarias e o tempo reunindo a sabedoria imperícia do povo, foi criando identidade pra cada romaria e assim Juazeiro se transformou em grande centro de romarias conhecido mundialmente.
Bem definidas as romarias, o curso do tempo, abre anualmente esse acontecimento histórico sociorreligioso, com a FESTA DAS CANDEIAS. Não depende de Poder Público, nem de outros poderes constituídos, dependem de Deus, que declinou a luz espiritual e a sabedoria a um homem que foi tocado pela inteligência de conduzir multidões, quer na religião, na política social, quer na labuta com a terra, sob um clima na maioria dos tempos, dominado pelo sol latente. A diferença é a oração é o trabalho que faziam parte do DNA do padre e que ele soube disseminar.
Mesmo sem os devidos cuidados do Poder Público, lamentavelmente hoje, considerada pelos próprios romeiros como cidade suja, deformada pelo lixo e lixões, lama e mato ela cresce, porque o poder de avanço que Juazeiro tem, é destinado por uma semente bem plantada, na fé e na verdade.
Salve nossas origens!
Salve a verdade radiada pelo Padre Cícero, que hoje a Igreja reconhece.
Fonte: Jornal Leia Sempre Brasil, pág. 7. (03/02/2023).
Registro: Professor Hugo Rodrigues.
INSTITUTO CULTURAL DO VALE CARIRIENSE (ICVC)
MOMENTO REFLEXIVO
Publicação de Augusto César de Barros
(Sócio titular do ICVC)
04/01/2026.




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